Na virada da lua
entre minguante e nova
tenho sempre curto interstício de vida
fenda profunda entre real e imaginário
A reclusão e o silêncio sempre me acompanham
No fundinho da gaveta, junto ao mais perfumado sache , jasmim, me aquieto
Pensamentos atormentam meu cotidiano
Pensamentos alimentam meus sonhos
Como voltar?
Lembro dos amigos
Quando voltar?
quando me sentir confortável,
quando me sentir afável.
Por que voltar?
Porque amigos de verdade sempre esperam
Pacientes, compreensivos
Na virada da lua
entre minguante e nova
existe sempre a expectativa da Clara luz da cheia,
Não só lua , mas vida cheia, completa
plena, repleta
Tudo isso na virada da lua
na virada da lua
na virada da lua
da lua
da lua
William H. Stutz
agosto/2006
Baseado na " Na virada da lua" de Clarice Villac
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